Apresentação

Breve Histórico

O Curso de Pós-Graduação em Física do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em nível de mestrado foi criado em 1973. Em nível de doutorado o curso foi criado em 1980. Na época da criação do mestrado, o curso contava com três doutores da área de Estado Sólido e um livre docente da área de Física Matemática.

A partir de 1976, com a implantação do Plano Institucional de Capacitação Docente (PICD), o Departamento de Física (DF) passou a investir fortemente no aperfeiçoamento do seu corpo docente, afastando vários professores para realizar o doutorado. Com isso, a partir de 1979, iniciou-se o desenvolvimento de novas áreas de pesquisa com o retorno de professores de seus programas de doutorado no país e no exterior.  Então, nos anos 80, foram formados grupos de pesquisas em física teórica, nas áreas de Cosmologia e Gravitação, Física da Matéria Condensada, Física Nuclear e Teoria de Campos e Partículas Elementares. Neste mesmo período, foram formados grupos de pesquisa em física experimental, nas áreas de Física Nuclear e Radiação Cósmica.

O curso dispunha em 1989 de 15 bolsas de estudo de mestrado, sendo 7 da CAPES e 8 do CNPq, e um corpo discente de 18 alunos. No final dos anos 80, em média eram publicados 20 artigos em revistas internacionais e defendidas 4 dissertações, anualmente. Nesta época, o curso contava com 20 doutores em física teórica e 2 em física experimental. A partir de 1990, a fim de corrigir o desequilíbrio entre o número de teóricos e de experimentais, o Departamento de Física elaborou um plano para estabelecer linhas de pesquisa experimental, na área de Óptica Quântica, a para cumprir essa finalidade, foram contratados, em 1996, seis doutores com formação em física experimental, e foi implantado o laboratório de Óptica.

No período de 1973 a 1991, ocorreu um crescente aumento das atividades de mestrado, atingindo o total de 32 dissertações defendidas, o que levou o Programa a receber o conceito B na avaliação da CAPES.  Por outro lado, ao final de 1991, o doutorado, que foi criado em 1980, contava apenas com 3 teses concluídas, e conceito D da CAPES. Em virtude desta avaliação, em 1993 foi elaborado um plano de recuperação do curso de doutorado, que recebeu, como incentivo, a cota inicial de 4 bolsas da CAPES.

Desde então, o programa de pós-graduação em Física, com os cursos de mestrado e doutorado, tem apresentado um crescimento quantitativo e qualitativo, em termos de produção de trabalhos científicos e de formação de alunos. Atualmente, os cursos de mestrado e doutorado possuem conceito 5 da CAPES.

Atualmente, o corpo docente permanente é formado por 27 doutores, sendo 25 teóricos e 2 experimentais, dos quais 25 são bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. As áreas de atuação destes docentes são Física da Matéria Condensada, Física Atômica e Molecular, Física das Partículas Elementares e Campos, Gravitação e Cosmologia, Física Nuclear, Física Atômica e Molecular, Magnetismo e Óptica. Dois de nossos professores são editores de revistas científicas internacionais.

Nosso corpo discente, no final do ano base de 2019, era composto de 74 alunos, sendo 19 de mestrado e 55 de doutorado. O total de bolsas era de 64, sendo 19 de mestrado e 45 de doutorado, e algumas bolsas de pós-doutorado.

Em 2019, foram publicados 125 artigos em periódicos com Qualis, orientadas 8 teses e 8 dissertações.

Objetivos e Perspectivas de Futuro

O programa de Pós-Graduação em Física da UFPB, em 2019, completou 46 anos de sua criação. Durante esses anos, o Programa tem contribuído fortemente para o desenvolvimento da Física no Nordeste e no Brasil. O Programa de Pós-Graduação em Física tem como principal objetivo a formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado, qualificados para o ensino e a pesquisa nas áreas da Física que o compõem. Hoje, este programa é bem estabelecido, com forte inserção internacional e nacional nas suas áreas de atuação. Como decorrência, a maioria das dissertações de mestrado e de teses de doutorado têm resultado em publicações científicas em revistas indexadas e os egressos do Programa têm assumido cargos de docentes em várias Instituições de Ensino Superior do país. É dentro deste contexto, que devemos discutir as perspectivas de evolução de nosso Programa.

Assim, enquanto se propõe, fortemente, em algumas áreas de conhecimento, que ocorra uma paulatina eliminação da fase de mestrado no processo de formação do pesquisador/docente, devido à maturidade da área, acreditamos que esta tendência ainda não deva ser predominante no caso do nosso Programa. Devemos manter o mestrado e, concomitantemente, devemos reforçar o nosso já consolidado doutorado, buscando apoio institucional para o Programa como um todo. Vale mencionar que o tempo médio de titulação dos concluintes tem decrescido como fruto de uma política que busca uma otimização dos recursos financeiros do Programa, ao mesmo tempo em que se dá ênfase à qualidade acadêmica dos cursos e da pesquisa.  Boa parte do nosso corpo docente é composta por pesquisadores nível 1 do CNPQ.

O programa tem tido como política o aumento do número de pesquisadores experimentais e o fortalecimento das linhas experimentais. O esforço recente para que os professores da área experimental e seus estudantes façam pesquisa com boa densidade e de bom nível pode ser mensurado pelo número de projetos submetidos com essa finalidade, com a captação de mais de 4 milhões de reais via o PROINFRA/FINEP, nos últimos anos, além dos recursos via Pró-equipamentos da CAPES. 

O Programa tem investido fortemente na inserção internacional, com a assinatura de vários convênios de cooperação com instituições de países da Europa e dos Estados Unidos, bem como estimulando os acordos de colaboração diretamente entre os pesquisadores. 

Perfil do Egresso

Formamos mestres e doutores em física teórica e experimental. O egresso é capacitado para atuar como professor nos diversos níveis de ensino. Em instituições de educação básica e de ensino superior, bem como em instituições de pesquisa cientifica.

Infraestrutura

O Departamento de Física da UFPB, conta em suas instalações com os laboratórios de Física Atômica e Lasers e de Espectroscopia Óptica, já consolidados e os laboratórios de Espectroscopia de Lasers e de Dinâmica Não-Linear e Caos, em fase inicial de funcionamento, laboratório de magnetismo em fase de implementação e duas oficinas técnicas, de eletrônica e mecânica.

A situação dos laboratórios de pesquisa tem melhorado sensivelmente por conta de aporte de recursos financeiros das agências de fomento. Toda a pesquisa experimental que fazemos já é realizada dentro dos nossos próprios laboratórios. Além disso, pesquisadores do Programa estão mantendo uma intensa colaboração com grupos experimentais nacionais e internacionais.

Recentemente, o PPGF foi agraciado com uma proposta do PROINFRA/FINEP nos anos de 2010, 2011 e 2012 para construção de novos laboratórios de pesquisa e aquisição de equipamentos, que chegam a cifras de seis milhões de reais, orçados entre equipamentos e construção civil.  Participa também de um laboratório de caracterização recém-montado, que agrega várias técnicas experimentais em conjunto com vários Programas da UFPB.

Salientamos também que a infraestrutura computacional recebeu um aporte de um cluster de 100 processadores via um projeto conjunto com o Programa de Química da UFPB, através do programa Pró-equipamentos da CAPES.  A infraestrutura computacional tem agregada varias máquinas de alto desempenho adquiridas dentro do INCT de Nano, sediado na UFMG.

Os recursos de informática à disposição dos pesquisadores e estudantes do programa têm melhorado consideravelmente por conta de recursos advindos dos editais universais, PRONEX, CNPq/PADCT/FINEP e INCT. Todos os professores dispõem de uma boa infraestrutura computacional, com computadores individuais, rede interna de computadores com servidor com base em sistemas operacionais LINUX e Windows e servidor de e-mail próprio.

Os estudantes de Mestrado e Doutorado, por sua vez, possuem computadores individuais e os que trabalham com simulação computacional têm à sua disposição um laboratório de computação exclusivo com computadores de alto desempenho, impressoras, acesso à rede interna, à Internet e a toda a infraestrutura computacional necessária. Todo o departamento já conta com infraestrutura de Rede sem Fio para acesso à internet. 

Recentemente, recebemos uma edificação de 1.500 metros quadrados, que já abriga a Pós-graduação em Física da UFPB, melhorando a infraestrutura de gabinetes, laboratório de simulação computacional, salas de seminários e de aulas, e dois auditórios.

Ainda, utilizando recursos do CT-INFRA/FINEP, nossos laboratórios de pesquisa experimental estão em reforma, para modernização e ampliação, e um novo edifício com gabinetes está em construção ao lado do edifício dos laboratórios, o que totalizará mais de 900 metros quadrados de espaço físico, para a física experimental.

Intercâmbios Nacionais e Internacionais

Nossos grupos de pesquisa mantém colaboração científica sistemática com pesquisadores das seguintes IES: USP, UFRJ, UFES, UFG, UFBA, UFAL, UFPE, UFCG, UFRN, UFC, UFMA, UEPB, IFET-MA, através de visitas científicas.

Nossos professores têm participado frequentemente de bancas examinadoras de dissertações e tese, e de comitês organizadores de eventos nacionais, congressos, oficinas e escolas, tais como os comitês dos Encontros Nacionais das áreas de Partículas e Campos e de Matéria Condensada.

Mantemos como atividade acadêmica complementar os colóquios departamentais semanais (35 sessões anuais), com a presença de profissionais de IES no exterior e minicursos ministrados por professores de outras IES, nacionais e internacionais. Proporcionando aos nossos estudantes acesso e compartilhamento de informações e colaboração.

Também, realizamos intercâmbio com outras instituições nacionais através do desenvolvimento de projetos conjuntos, PROCAD, UNIVERSAL, etc. Destaca-se atualmente o projeto CAPES/NANOBIOTEC que congrega pesquisadores das universidades UFC, UFRN e UFPB na área de Nanotecnologia e aplicações e Biologia.

Os intercâmbios Internacionais se dão através de convênios e projetos de colaboração científica e por meio da participação na organização de eventos científicos internacionais, no país e no exterior, tais como, oficinas, escolas e congressos.

Em nível de convênios internacionais destacamos:

  1. a) acordo de cooperação acadêmica com o ICRA-Net, International Center for Relativistic and Astrophysics Network, com sede em Roma, na Itália, passando a integrar uma rede internacional de intercâmbio científico. O acordo foi estabelecido em 2013 (http://www.icranet.org/).
  2. b) acordo de cooperação científica com o Centre de Physique Théorique, Université de Aix-Marseille, França, estabelecido a partir de 2011.

Em nível de projetos internacionais destacamos:

  1. a) projeto FAMAF/UNC – Argentina com intercâmbio de alunos e o CAPES COFECUB, que propicia intercâmbio entre pesquisadores do grupo de Ótica desta instituição e pesquisadores franceses com o fruto de vários trabalhos publicados e apresentações em eventos científicos da área.
  2. b) projeto CNPq/MICINN Espanha que, além das visitas científicas de trabalho, atualmente mantém um nosso ex-aluno como pos-doc e um aluno em doutorado-sanduíche no Laboratório de Ciência de los Materiales de Madrid.
  3. c) projeto de colaboração de membros do nosso programa nas áreas de física experimental e teórica com o Instituto Weizmann em Israel. Este Programa, com base no acordo assinado entre a CAPES e o Weizmann Institute of Science, tem como objetivo aprofundar a cooperação acadêmica e científica entre grupos de pesquisa brasileiros e israelenses, apoiar o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa e fomentar a mobilidade de pesquisadores e de estudantes de doutorado e pós-doutorado. O acordo foi estabelecido em 2012.

Participamos, também, de dois programas INCTS: nanomateriais de carbono e de fluídos complexos. Frise-se que o programa conta com vários estudantes estrangeiros advindos de países da América do Sul com bolsas CLAF/CNPQ.

Última atualização: sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026